ACESSIBILIDADE: A CIDADE QUE DEIXA PARA TRÁS QUEM PRECISA ANDAR À FRENTE
Em Alenquer, acessibilidade escolar não é política pública: é ficção científica.
Apenas 14% das escolas têm acessibilidade mínima, enquanto o Pará tem 26% e o Brasil 44%. Sanitário acessível? Só 19%, um número tão baixo que faria corar até município sem caixa — ironia fina para uma cidade com quase 12 milhões de reais parados no FUNDEB.
As dependências acessíveis, que deveriam permitir que qualquer aluno circule sem pedir permissão ao destino, chegam a meros 27%, enquanto o Brasil ostenta 69%.
A prefeitura de Alenquer parece ter adotado uma filosofia original:
se o aluno com deficiência não consegue acessar a escola, então o problema é do aluno — e não da gestão.
E tudo isso num município que não só acumula milhões do FUNDEB, mas ainda descumpre o mínimo constitucional de 25% em educação.
É a arte de transformar dinheiro em pó e direitos em obstáculos.
Fonte: INEP


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