Blog do Evaldo Viana

Um Blog crítico, transparente, propositivo, e dedicado a discutir os mais variados assuntos e idéias, com ênfase especialmente em finanças públicas.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

PRIANTE, O TRIO ELÉTRICO E AS UNIDADES DE SAÚDE CANCELADAS EM ALENQUER

janeiro 29, 2026 1


No próximo dia 30 de janeiro, aterrissa em Alenquer o senhor José Priante, figura já conhecida do povo não pelo que faz, mas pelo calendário que obedece. Sua presença no município costuma coincidir com a floração das urnas. Não falha. É um político migratório: só aparece quando o clima eleitoral está propício.

Sua chegada, como manda o figurino, não dispensa o aparato circense. Há sempre festa, passeata, carreata, motociata, buzinaço e o inevitável trio elétrico, de onde o deputado, em pose messiânica, anuncia ter “conseguido” milhares ou milhões de reais para alguma obrícula local. Nunca diz de onde vem o dinheiro, porque dinheiro público, quando mal explicado, rende mais aplausos.

O detalhe essencial, porém, é este: não importa a obra pronta. Importa o anúncio. Importa o espetáculo. O senhor Priante e o prefeito adulão que o bajula não se interessam pelo fim da estrada, mas pelo palanque montado no meio do caminho. O cimento pode rachar depois; o discurso, não.

Desta vez, o deputado não vem anunciar a liberação de um milhão genérico. Vem inaugurar a primeira etapa da pavimentação da Rua João Ferreira. Não se sabe se a etapa tem 100, 200 ou 400 metros. O que se sabe é que custou R$ 1.893.000,00, foi contratada em dezembro de 2024 e, mais de um ano depois, o que se entrega é um pedaço de rua, curto demais para virar quarteirão e caro demais para virar piada.

Ainda assim, lá estará o deputado, aplaudindo a si mesmo, ladeado pelo prefeito bajulão, celebrando como mega obra o asfalto de 300 ou 400 metros. É a política do embuste, da enganação, da empulhação.

Do alto do palanque, onde costuma gabar-se de “trabalhar muito” — resta saber em quê —, o senhor Priante poderia aproveitar a ocasião para esclarecer ao povo de Alenquer quanto custa cada uma de suas viagens ao município e, sobretudo, quem paga a conta. Poderia também informar quanto a prefeitura gasta em gasolina para abastecer motos e carros que seguem o cortejo montado exclusivamente para aplaudi-lo. Transparência, afinal, também deveria ser obra pública.

Não seria exagero pedir que o deputado explicasse, com simplicidade, quais são suas atribuições. Ainda é deputado federal para propor leis e fiscalizar recursos federais, ou tornou-se apenas um animador de inaugurações parciais? Poderia, de quebra, listar ao menos alguns projetos — ainda que irrelevantes — apresentados ao longo de quase 26 anos de mandato como deputado federal.

Talvez pudesse também contar quando foi a última vez que subiu à tribuna da Câmara para tratar de um tema relevante. Lembra? Ou a tribuna virou apenas lembrança de arquivo?

Quem sabe narrasse episódios em que denunciou corrupção, enfrentou prefeitos desonestos ou impediu que agatunados se apropriassem do dinheiro da saúde e da educação. Episódios concretos, não lendas, sr. Deputado Mas quando mesmo isso aconteceu, home?!!!

O povo alenquerense, esse sim, teria especial interesse se o deputado tivesse a coragem de lembrar que, há mais de dez anos, o Governo Federal liberou mais de R$ 10 milhões (valores atualizados) para a construção de postos de saúde nas comunidades do Camburão, Boa Água, Mamiá, Pacoval, Residencial Luiz Quezado e para a UPA de Alenquer.

Teria o senhor Priante coragem de dizer que todas essas obras foram CANCELADAS por defeitos de execução, embora o dinheiro tenha sido liberado?

E ousaria admitir que, se Alenquer tivesse um deputado sério, atuante e verdadeiramente fiscalizador, essas unidades de saúde provavelmente estariam de pé, atendendo a população que hoje só recebe promessas e palanque?

Não! O senhor Priante não é conhecido por sincericídios. É conhecido como político carreirista, oportunista, demagogo, especialista em explorar eleitores desatentos, desavisados e atoleimados, que ainda confundem trio elétrico com trabalho parlamentar.

Em Alenquer, mais uma vez, não se inaugura uma obra dígna desse nome. Inaugura-se um discurso velho, repintado de concreto fresco e deslavada mentira endurecida.

sábado, 24 de janeiro de 2026

R$ 265 MILHÕES E ALGUMAS (OU MUITAS ) PONTES QUEBRADAS

janeiro 24, 2026 0



Em 2025, segundo dados oficiais, entraram nos cofres da Prefeitura de Alenquer mais de R$ 265,0 milhões. É tanto dinheiro que temos dificuldade de imaginar. 

Com tanto dinheiro, com essa soma gigantesca de recursos, claro que dá pra fazer muita coisa: dá pra pagar bem os profissionais da educação, dá pra oferecer uma excelente alimentação e transportes escolares, dá para contratar muitos médicos e comprar remédios para todos os postos de saúde, dá para pavimentar muitas ruas na cidade e ramais na zona rural.


E dá também, com sobra, para construir e reformar muitas, muitas pontes das centenas que, segundo dizem, estão quebradas ou completamente destruídas.

Cada ponte quebrada, destruída, mal conservada ou intransitável, devia saber o prefeito Tom, causa imenso transtorno à vida dos comunitários, dos estudantes, dos agricultores e do povo de uma forna em geral. Ignorar o sofrimento do povo é coisa de gestor sério, responsável e competente? Acho que não! 

 Se podemos citar algumas? Sim, com certeza. Com a colaboração de moradores dessas comunidades, chegou às nossas mãos não reclamação vazias, nem apenas fotos, mas esclarecedores vídeos que mostram a situação das pontes:

* Do Ramal Tauari

* Ramal Bom Jesus

* Ramal Nossa Senhora de Nazaré - Igarapé Preto

* Ramal da Ilha Branca - Seringal


Que tem de fazer a prefeitura de Alenquer para resolver esses problemas? Oras bolas, tem de usar os milhões de reais que entram nos cofres da prefeitura e construir pontes para diminuir o sofrimento do povo dessas comunidades!

Que o prefeito Tom tenha mais sensibilidade, mais responsabilidade e mais preocupação com o povo da zona rural.





quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

O IPVA E A ENGORDA DO GOVERNO TARCÍSIO

janeiro 15, 2026 0




No último dia 12 de janeiro, o Palácio dos Bandeirantes serviu o seu prato favorito: o IPVA. PAGUE JÁ, SEM RECLAMAR.

Para o contribuinte paulista, a iguaria veio acompanhada de um amargor difícil de engolir. Se as preces arrecadatórias do governo forem atendidas, em 2026 nada menos que R$ 35 bilhões serão extraídos das garagens dos cidadãos para irrigar os cofres públicos. É a "irrigação" do Estado feita com o suor e muitas lágrimas DE quem tenta manter as contas em dia.

O governo Tarcísio, que desembarcou com a promessa de um "Estado enxuto" e uma silhueta reformista, parece ter trocado a esteira ergométrica pelo buffet livre. Se em 2022 o IPVA custava aos proprietários de veículos R$ 22,7 bilhões, em 2025 essa cifra saltou para R$ 31,63 bilhões. Um espetáculo de crescimento de 39,33% em apenas três anos. Uma proeza que faria qualquer CEO de multinacional chorar de inveja, mas que, na prática, nada mais representa do que botar no lombo do contribuinte uma pesada e insuportável carga tributária.

Como se opera esse milagre da multiplicação dos pães (ou melhor, dos impostos)? A receita é simples: aplica-se, sem anestesia, a alíquota mais salgada do Brasil (4%) e senta-se à beira do caminho esperando a "mão invisível" da Tabela FIPE inflar os preços dos carros seminovos. É o imposto que se autoalimenta da inflação, um parasita que cresce conforme o hospedeiro adoece.

Enquanto estados vizinhos já despertaram para o fato de que o contribuinte não é um poço de petróleo sem fundo ( reduzindo suas alíquotas para patamares civilizados), São Paulo parece viver em um universo paralelo de fartura. Mas não se engane: essa "fartura" não se reflete em impostos mais baixos, e sim na manutenção de uma estrutura administrativa que se tornou pesada, gorda, obesa e rechonchuda. Afinal, o apetite voraz do Estado precisa ser saciado, e o IPVA de 4% é o banquete servido pontualmente a cada janeiro.

Essa obsessão arrecadatória encontra sua razão de ser quando olhamos para onde o dinheiro escorre. O discurso do "Estado enxuto", que outrora brilhava nas promessas de campanha, ruiu fragorosamente diante da balança orçamentária. Para que o Governo possa arrecadar como um gigante, ele primeiro escolheu gastar como um perdulário.

Basta examinar a curiosa "dieta" da gestão atual. Em 2022, os gastos com Pessoal e encargos — a base da nossa folha de pagamento — somavam R$ 104,1 bilhões. Contudo, sob os cuidados do governo que se dizia reformista, essa conta sofreu um "efeito sanfona" reverso: em vez de murchar, explodiu para absurdos R$ 146,1 bilhões em 2025. Um inchaço de 40,3% que ignora qualquer tentativa de austeridade.

E como um banquete nunca vem desacompanhado, a folha de pagamento levou consigo as "Outras Despesas Correntes". Esse grupo, que engloba o custeio da máquina e seus contratos, saltou de R$ 170,2 bilhões para R$ 196,4 bilhões no mesmo período. É o Estado se autoalimentando: cada real extraído do motorista paulista parece ter o destino carimbado para sustentar uma burocracia que se recusa a subir na balança.


Se houvesse um fiapo de empatia fiscal, ou se a gestão tivesse a coragem de cortar na própria carne em vez de furar o cinto do cidadão, seria perfeitamente possível ter estancado essa hemorragia de gastos. Se o governo tivesse contido apenas uma fração dessa gula administrativa, o IPVA de 2025 poderia ter caído para 3%. Essa redução representaria um alívio de R$ 7 bilhões — dinheiro que estaria circulando no comércio, pagando escolas ou quitando dívidas das famílias, em vez de ser desperdiçado para manter o brilho das despesas graciosas de uma máquina que se recusa a emagrecer.

São Paulo, ao que parece, descobriu a fórmula da alquimia moderna: transformar o esforço de quem trabalha na manutenção de um Leviatã obeso que, ironicamente, cobra caro para continuar sentado.

Essa infame e odiosa fórmula administrativa que combina aumento desregrado e irresponsavél das despesas públicas com escorchante e impiedosa cobrança de impostos do contribuinte paulista é a melhor proposta que o CEO Tarcísio de Freitas tem para nos oferecer? É isso que ele pretende oferecer ao povo brasileiro?

Fonte: RREO, SEFAZ/SP, SICONFI


quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

QUANTO O POVO DE ALENQUER PAGOU DE IMPOSTOS EM 2025?

janeiro 14, 2026 0


 Vamos fazer uma conta simples, daquelas que até político entende – ou finge que não entende.

Em 2025, o povo de Alenquer, essa máquina de gerar riqueza perdida no Pará, realizou uma pequena façanha: trabalhou, vendeu, comprou, faturou e, no processo, alimentou os cofres públicos com a bonita soma de R$ 610 milhões em impostos.

Para chegar a essa cifra suada, pegamos o sangue da economia do município – os R$ 1,85 bilhão do PIB – e aplicamos a sangria padrão do Estado brasileiro: 34%. Traduzindo para o ritmo do suor alenquerense, foi como se, a cada dia útil do ano, R$ 1,65 milhão escorresse dos bolsos de professores, comerciantes, pedreiros, servidores, e até dos que mal têm o que comer, direto para os porões sem fundo da máquina pública federal, estadual e municipal.

É um fluxo impressionante. Um rio de dinheiro jorrando diariamente de Alenquer para bancar o que quer que seja que esse monstro faminto decida bancar.

Agora, segure sua ironia.

No último dezembro, enquanto esse rio jorrava seu milhão e seiscentos por dia, eis que desce do Olimpo brasiliense um ou dois ilustres deputados. Eles trazem uma notícia que, na cabeça deles, deve soar como a chegada do Messias: “Liberamos UM milhão de reais em emenda parlamentar para Alenquer!”.

Pausa dramática para o espanto.

O cara chega de jet político, com a pompa de quem está devolvendo um tesouro, para entregar… menos do que a cidade paga em impostos em UM ÚNICO DIA. É o ápice da arte do desconto misericordioso: a cidade paga R$ 1,65 milhão diariamente e, no fim do ano, recebe de volta a esmola de R$ 1 milhão, com direito a cobrança de festa, aplausos e elogios.

É a versão cínica daquele velho golpe do camelô: “Pague dez, leve um de volta e agradeça pelo privilégio!”

Que negócio redondo para o Estado, não? Ele suga, com a frieza de uma bomba de combustível, mais de um milhão e meio por dia de uma comunidade. Depois, fragmenta esse dinheiro num emaranhado de siglas, repasses e ministérios, e o devolve gota a gota, como favor político, mediante corte de fitas e sorrisos para a câmera. E ainda espera gratidão.

Pois fique claro, aos ilustres visitantes e a toda a classe que acha que governa de costas viradas: o povo de Alenquer não é besta. Tem calculadora, tem consciência e, acima de tudo, sente no bolso o vazio diário de R$ 1,65 milhão. Sabe perfeitamente que a “benesse” de um milhão é, na realidade, um troco ridículo – e um troco que, em tese, já era deles.

Portanto, senhores deputados, guardem os fogos de artifício e os discursos salvacionistas. A conta está feita. E ela não fecha a seu favor. Alenquer não pede esmolas. Exige, no mínimo, o retorno digno e proporcional da fortuna que já entrega todos os dias. O resto não é política: é piada de mau gosto.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

ORGIA DAS DIÁRIAS: VEREADORES DE ALENQUER TORRAM R$ 133 MIL EM PASSEIOS PAGOS PELO CONTRIBUINTE.

dezembro 17, 2025 0


O povo alenquerense, já castigado pela miséria cotidiana e pela ineficiência dos serviços públicos, é obrigado a engolir mais uma afronta: o desperdício escandaloso de dinheiro suado em diárias para vereadores que parecem mais turistas do que representantes do povo. Em 2025, a Câmara Municipal de Alenquer torrou nada menos que R$ 133.050,00 em diárias – sim, você leu direito, mais de cento e trinta mil reais! – distribuídos em 58 pagamentos generosos, tudo para custear viagens que, na prática, servem para pouco além de passeios convenientes e fotos em eventos pomposos. Enquanto o cidadão comum luta para pagar contas, esses "nobres" edis voam para Santarém, Belém e até Brasília, alegando "reuniões de interesse municipal" ou participação em fóruns como a COP30 – como se Alenquer fosse o epicentro das mudanças climáticas globais, e não um município afogado em problemas locais ignorados.

O campeão absoluto dessa farra é o Sr. Laércio Gutemberg Farias do Vale Calderaro, presidente da Câmara e veterano de múltiplos mandatos, que abocanhou R$ 24.900,00 em mais de 20 diárias. Que legado grandioso! Anos no poder, e o que se vê? Nenhum projeto relevante, nenhuma fiscalização incisiva sobre o erário público, apenas bajulação ao prefeito de plantão e conivência com desmandos que sangram os cofres municipais. Ele viaja para "oficinas Interlegis" sobre mídias sociais e IA – como se o povo precisasse de vereadores experts em redes sociais, e não em resolver buracos nas ruas ou falta de remédios nos postos de saúde. E o que dizer do Sr. Luís Alberto Chaves Freire, outro ilustre gastador com R$ 7.300,00 em diárias? Sua especialidade parece ser a omissão crônica, a subserviência ao executivo e a arte de desaparecer quando o assunto é cobrar transparência. Viagens para "diálogos rumo à COP30" ou reuniões na Calha Norte – tudo muito bonito no papel, mas onde estão os resultados concretos para Alenquer? Nenhum relatório, nenhuma emenda, só mais contas para o contribuinte pagar.

Não para por aí: vereadores como Diego de Oliveira Alves, Eldo Frank da Silva Menezes e Oelton dos Santos Sampaio também se lambuzam nesse banquete, cada um com milhares em diárias para idas e vindas repetitivas, sempre com pretextos vagos como "reivindicar recursos" ou "participar de capacitações". Capacitações para quê? Para aprender a gastar mais? Novembro de 2025 foi o ápice da orgia financeira, com R$ 49.450,00 evaporados em viagens ligadas à COP30 – um evento internacional que, para Alenquer, deve ter rendido zero em benefícios reais, mas muito em selfies e hotéis pagos pelo povo. E o pior: enquanto esses senhores acumulam milhas aéreas, a Câmara produz zero em fiscalização efetiva do dinheiro público, permitindo que o prefeito reine absoluto em seus "desmandos".

Que pode o povo alenquerense fazer para estancar essa hemorragia de recursos? Exigir prestação de contas reais, não só relatórios vazios? Votar em quem trabalha de verdade, em vez de parasitas engravatados? Ou simplesmente assistir, impotente, enquanto R$ 133 mil viram poeira em viagens inúteis, e a cidade continua abandonada? É hora de acordar, Alenquer: esses vereadores não representam vocês, representam apenas seus próprios bolsos!



quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

ALIMENTAÇÃO E ÁGUA: A INFRAESTRUTURA DO SÉCULO PASSADO SEM A MENOR PRESSA DE CHEGAR AO PRESENTE

dezembro 04, 2025 0



Alimentação nas escolas e água tratada é o mínimo, o básico, o indispensável, em matéria de infraestrutura, que uma escola deve oferecer a sues alunos.

A merenda escolar em Alenquer existe e, diga-se, não é lá tão ruinzinha.

Mas basta olhar para o item “água filtrada” para perceber o abismo: apenas 22% das escolas têm algo tão básico, contra 95% no Brasil.

Talvez a prefeitura acredite que filtro de água é item de luxo, ou que crianças podem aprender matemática entre um gole de água turva e outro.


O mais grotesco é que 1% das escolas têm água tratada: uma única escola.


13% não têm sequer água. Nenhuma. Nada. Nem um fio d’água.

Mas, ei, antes que alguém pense que falta dinheiro, vale lembrar que Alenquer está sentado em cima de milhões do FUNDEB não aplicados, como um colecionador excêntrico de superávits.

A regra tácita parece ser:


água limpa, não; caixa cheio, sim.


E o resultado está aí: a escola do século XXI com infraestrutura do período colonial — só que agora por opção política.

Fonte: INEP

MUITO DINHEIRO SOBRANDO E ZERO ACESSIBIIIDADE

dezembro 04, 2025 0

 


ACESSIBILIDADE: A CIDADE QUE DEIXA PARA TRÁS QUEM PRECISA ANDAR À FRENTE

Em Alenquer, acessibilidade escolar não é política pública: é ficção científica.
Apenas 14% das escolas têm acessibilidade mínima, enquanto o Pará tem 26% e o Brasil 44%. Sanitário acessível? Só 19%, um número tão baixo que faria corar até município sem caixa — ironia fina para uma cidade com quase 12 milhões de reais parados no FUNDEB.

As dependências acessíveis, que deveriam permitir que qualquer aluno circule sem pedir permissão ao destino, chegam a meros 27%, enquanto o Brasil ostenta 69%.

A prefeitura de Alenquer parece ter adotado uma filosofia original:
se o aluno com deficiência não consegue acessar a escola, então o problema é do aluno — e não da gestão.

E tudo isso num município que não só acumula milhões do FUNDEB, mas ainda descumpre o mínimo constitucional de 25% em educação.
É a arte de transformar dinheiro em pó e direitos em obstáculos.

Fonte: INEP

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

O GOVERNO QUE DESPREZA A EDUCAÇÃO E UM SINDICATO QUE DESAPRENDEU A LUTAR

dezembro 02, 2025 0

 


Se Alenquer fosse um laboratório de experiê
ncias administrativas, seria aquele experimento que o pesquisador esquece ligado durante o fim de semana e, ao voltar na segunda-feira, descobre que explodiu. E a explosão, claro, foi na educação — essa área que o governo municipal trata como se fosse uma planta de plástico: bonita no discurso, dispensável na prática, e invariavelmente cheia de poeira.

Em 2024, a prefeitura de Alenquer recebeu mais de R$ 106 milhões de FUNDEB, gastou quase tudo, mas deixou sobrar mais de R$ 2,4 milhões — dinheiro que poderia, sim, ter ido direto para o bolso dos profissionais da educação mediante rateio, como manda o bom senso, a decência e a gramática da valorização.


Mas não: preferiram deixar o dinheiro dormindo, como quem põe o futuro na gaveta e finge que não está ouvindo os gritos da realidade.

Porque em Alenquer, gastar com professor parece ser considerado um luxo indevido — como tapete persa em cozinha ou perfume caro para ir ao mercado.

Mas, sejamos justos: por que o governo municipal se daria ao trabalho de valorizar quem não cobra?
Por que respeitar profissionais que aprenderam a sobreviver no silêncio, como se a educação fosse um favor prestado à sociedade, e não o cimento básico da civilização?

E aqui entra o personagem mais tragicômico desta peça: o Sindicato dos Profissionais da educação de Alenquer - esse monumento de sonolência política.

Se sindicatos fossem bombeiros, o de Alenquer ficaria vendo o prédio pegar fogo e diria: “Vamos esperar apagar sozinho. A gente não quer confusão.”

É uma entidade que conseguiu a proeza de transformar combatividade em papel vegetal: translúcida, frágil e absolutamente inútil.


Um sindicato que não luta, não pressiona, não incomoda. E quando fala, fala baixo — talvez para não acordar o governo.

Os professores, por sua vez, não escapam da crítica. Há bons, há excelentes, há heróis — mas há também uma massa amorfa que, por medo, comodismo ou simples descrença, aceita ser continuamente atropelada pela máquina pública. Aceita atraso, aceita descaso, aceita arbitrário, aceita sobra do FUNDEB indo para o limbo em vez de para o rateio.

E o pior: aceitam como se a culpa fosse de um “destino inevitável”, quando o inevitável, na verdade, é o desastre de não reagir.

No final das contas, Alenquer vive uma situação ímpar:  um governo que trata a educação como estorvo; um sindicato que trata a luta como incômodo; professores que tratam a própria dignidade como item opcional do contracheque.

E enquanto isso, a sobra de 2024 - dinheiro que deveria estar valorizando quem mantém as salas de aula de pé - continua lá, repousando em berço esplêndido, como se a educação pudesse esperar. Como se a vida de quem ensina fosse feita de adiamentos. Como se a injustiça não tivesse data para acabar.

É por isso que Alenquer parece andar em círculos: um governo que não faz, um sindicato que não cobra, professores que não reagem.

Há quem acredite que um dia esse triste e melancólico cenário finalmente mudará. Há quem aposte que, em algum lampejo de iluminação tardia, o prefeito reconhecerá a importância da educação e enfim valorizará seus profissionais. Há quem imagine que o Sindicato dos Profissionais da Educação de Alenquer despertará de seu torpor, transformando-se numa entidade combativa, aguerrida e ativa na defesa daqueles que deveria representar. E há ainda quem sonhe que, um dia, os professores deixarão de ser omissos, passivos, acomodados e coniventes com as ações de um governo já habituado a desprezá-los, ignorá-los e humilhá-los.

Você acredita que esse dia chegará?


domingo, 9 de novembro de 2025

O PREFEITO DE QUASE UM BILHÃO DE REAIS

novembro 09, 2025 1

 


De janeiro de 2021 a dezembro de 2025, os recursos destinados e arrecadados pela Prefeitura de Alenquer totalizarão R$ 972,33 milhões — valor que inclui a estimativa de R$ 260,50 milhões apenas para 2025.

Isso significa que o Sr. Tom Silva, até dezembro deste ano, terá administrado quase UM BILHÃO DE REAIS, tornando-se, de longe, o prefeito que mais dispôs de recursos financeiros para realizar obras e prestar serviços à população de Alenquer.

Diante desse montante, é legítimo que o cidadão alenquerense — especialmente quem paga impostos — se pergunte:

Esse dinheiro foi aplicado de forma correta?

O município realizou as obras previstas com essa expressiva quantia?

A saúde, a educação e os demais serviços públicos melhoraram em qualidade e abrangência?

Pode ser difícil dimensionar o que representa UM BILHÃO DE REAIS recebidos pela prefeitura em apenas cinco anos. Para facilitar a comparação, vejamos o que foi arrecadado em um período anterior:

Recursos arrecadados pela Prefeitura de Alenquer entre 2005 e 2009
(período que abrange quatro anos do Governo Farias e o primeiro ano do segundo mandato do prefeito João Piloto):

2005 — R$ 21,41 milhões

2006 — R$ 24,27 milhões

2007 — R$ 29,76 milhões

2008 — R$ 41,35 milhões

2009 — R$ 44,71 milhões

Total de 2005 a 2009: R$ 161,49 milhões
Total do Governo Tom Silva (2021–2025): R$ 972,33 milhões

Alguém pode argumentar que houve inflação no período. No entanto, mesmo quando corrigidos monetariamente, os valores dos governos anteriores não se aproximam do volume de recursos que ingressou nos cofres públicos de Alenquer nos últimos anos.

Mas será que mais dinheiro significa, necessariamente, mais benefícios para o povo?

A resposta é: sim, desde que os recursos sejam aplicados com transparência, eficiência e integralmente voltados para obras e serviços que melhorem diretamente a vida da população.

Então, cabe a pergunta final:
Podemos afirmar que esse quase UM BILHÃO DE REAIS foi devidamente aplicado em benefício exclusivo do povo alenquerense?

O que você acha?


sexta-feira, 31 de outubro de 2025

QUAL SERÁ O DESTINO DA UBS DO BAIRRO SÃO CRISTÓVÃO?

outubro 31, 2025 0

 


Em abril de 2025, a Prefeitura de Alenquer recebeu do Governo Federal a soma de R$ 2.592.535,00, destinada exclusivamente à construção da Unidade Básica de Saúde do bairro São Cristóvão.

O contrato foi assinado com pompa e promessa: início das obras em 13 de janeiro de 2025, conclusão prevista para 31 de março de 2026. Tudo nos conformes — no papel.

Mas há um detalhe curioso: o valor total foi repassado de uma só vez, sem o habitual parcelamento por etapas. Generosidade incomum, convenhamos, num país onde até a liberação de verbas costuma andar de muletas.

Os moradores do São Cristóvão, que há tempos aguardam uma unidade de saúde digna, poderiam enfim respirar aliviados — se não fosse aquela dúvida que teima em coçar a consciência coletiva: será que essa UBS será concluída, ou vai ficar apenas nas quatro paredes sem reboco?

A pergunta seria injusta, se o histórico não falasse por si. Das 14 obras de saúde iniciadas em Alenquer, 10 foram canceladas, ainda que o dinheiro tenha sido integralmente repassado. Um milagre ao avesso: recursos que desaparecem, obras que não aparecem.

E a nova UBS parece seguir o mesmo rosário de inércia. Até outubro de 2025, apenas 38% da construção foi executada, embora mais de R$ 700 mil já tenham sido pagos à empresa WD Comércio e Serviços Ltda.. A julgar pelo ritmo, a tartaruga que simboliza a lentidão pode, sem esforço, reivindicar cidadania alenquerense.

De quem depende a conclusão desa obra? Claro, do Sr. Tom Silva, cuja fama de celeridade é, digamos, inexistente. 

Apenas do prefeito? Poderia também depender dos vereadores, se houvesse, por óbvio, um ou outro preocupado com a saúde do povo alenquerense.

No fim, resta uma constatação amarga: essa obra só será concluída a despeito do poder público — e não por causa dele. Só o clamor do povo do São Cristóvão pode lembrar ao prefeito que mais de R$ 2,5 milhões já foram liberados, e que o tempo das desculpas venceu junto com o prazo da paciência popular.

A questão que fica é simples, embora incômoda:
a voz do povo será alta o bastante para acordar um governo que insiste em dormir?

Obs.: no link abaixo, mais nformações sobre a UBS São Cristóvao.

Dados oficias sobre a UBS São Cristovão

sábado, 8 de fevereiro de 2025

LIMITE DE FATURAMENTO ANUAL DO MEI VAI MUDAR?

fevereiro 08, 2025 2

Tramita no Senado Federal o Projeto de Lei nº 24/2024, de autoria do Senador Alan Rick, que propõe alteração no valor do limite de faturamento anual do MEI dos atuais R$ 81.000,00 para R$ 120.000,00.

A proposta já tem o parecer favorável do Relator, Senador Laercio Oliveira.

Segundo o Relator, o aumento do teto de receita bruta anual para enquadramento como MEI, dos atuais R$ 81 mil para R$ 120 mil, possibilitará a manutenção de empreendedores que, pelo efeito da inflação, tiverem sua receita bruta acima do teto atual, além da formalização da atividade de outros empreendedores na mesma situação.

Acrescenta ainda que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2021, cerca de 13,2 milhões de pessoas trabalhavam como MEI no Brasil, o equivalente a 69,7% do total de empresas e outras organizações e a 19,2% do total de ocupados formais, o que demonstra a relevância do incentivo a esta parcela do empresariado brasileiro.

Situação atual: Pronta para votação pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

Relatório aprovado, segua ao Plenário. Aprovado por este, segue para a Câmara dos Deputados.

Vê-se que ainda há um longo caminho a trilhar para que os microempreendedores possam ver  limite de faturamento anual ampliado.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

ELOGIOS, UMA CRÍTICA E ALGUMAS PERGUNTAS AO PREFEITO

fevereiro 07, 2025 0

 


Depois de anos mergulhada na inépcia e na incompetência de gestores despreparados e desidiosos, Taubaté finalmente quebrou o ciclo de frustrações ao escolher, nas últimas eleições, um prefeito que pode representar a esperança há tanto tempo adiada. Sergio Victor, com a seriedade, o comprometimento e o espírito público que já demonstrou em seu curto tempo à frente da administração, dá sinais de que não será apenas mais um. Parcela significativa do povo taubateense acredita que o novo prefeito fará um grande governo.

E menos do que isso não se pode esperar, haja vista os incontáveis e graves problemas que tem pela frente, herança direta de administrações passadas que confundiram o conceito de gestão pública com uma permanente gincana de desmandos e descaso. O novo prefeito carrega o peso de uma expectativa coletiva que não admite soluções paliativas nem desculpas esfarrapadas.

A situação financeira do município, fruto de um longo ciclo de governos caóticos e gestões temerárias, é lastimável. A prefeitura acumula uma dívida bilionária: R$ 1,1 bilhão, segundo números apresentados pelo novo governo - valor que representa uma parcela substancial de toda a arrecadação anual do município.

O novo governo, porém, tem adotado medidas administrativas acertadas para conter gastos. São medidas duras, amargas, mas indispensáveis para sanear as contas públicas e abrir, ainda que uma pequena fresta, margem para retomar os investimentos que o povo taubateano espera há anos.

O corte de 30% nas despesas das secretarias, a suspensão de horas extras, a restrição a novos contratos e locações e a suspensão de concursos são determinações do prefeito Sergio Victor que demonstram seriedade e responsabilidade. Medidas que merecem aplausos por serem cabíveis e inadiáveis.

No entanto, cabe perguntar: não haveria outras medidas igualmente essenciais, mas ainda não adotadas? Por exemplo, a prometida redução do número de secretarias, conforme seu plano de governo.

Outra pergunta: o prefeito já encaminhou ao Legislativo algum projeto de lei suprimindo secretarias ou incorporando as funções de Mobilidade e Meio Ambiente à Secretaria de Planejamento, conforme prometido em campanha?

Por que manter as secretarias de Governo e Relações Institucionais, que consomem milhões de reais por ano? E é mesmo justificável a existência da esdrúxula e, por que não dizer, estapafúrdia Secretaria de Gabinete? Afinal, faz sentido um chefe de gabinete ter uma secretaria só para chamar de sua, drenando recursos escassos que poderiam ter destino mais nobre?

Quanto à redução das despesas correntes, a determinação de cortar 30% dos gastos foi de fato cumprida em janeiro?

Não se questiona a capacidade, o empenho e a determinação do prefeito Sergio Victor em enfrentar os desafios que tem pela frente e superar os muitos problemas administrativos que encontrou. Acreditamos que ele não só pode fazer um grande governo, mas também, pelo seu estilo de liderança e espírito público, tornar-se um farol a iluminar o caminho de outros prefeitos da região.

Mas, para isso, é urgente que suas ações estejam alinhadas com suas promessas de campanha, com o plano de governo e, acima de tudo, com os anseios do povo taubateense, que nele deposita suas melhores esperanças.


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